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Após fim da taxa das blusinhas, compras internacionais disparam

Em junho, Brasil recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais

Paulo Moura - 26/07/2026 08h51 | atualizado em 27/07/2026 14h02

Fim da “taxa das blusinhas” na compras internacionais (Imagem ilustrativa) Foto: Pexels/Marcial Comeron

O volume de compras internacionais voltou a crescer de forma expressiva após o fim da chamada “taxa das blusinhas”, que cobrava imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares (R$ 254). Dados divulgados pela Receita Federal mostram que, em junho, primeiro mês completo sem a cobrança, o país recebeu 28,36 milhões de remessas internacionais.

O volume representa um aumento de 118% em relação a junho de 2025, quando foram registradas 13,02 milhões de encomendas. Na comparação com abril de 2026, último mês antes da tributação entrar em vigor, o crescimento foi de 72%. Em relação à média dos quatro primeiros meses deste ano, de 15,42 milhões de remessas, a alta chegou a 84%.

A revogação da taxa foi anunciada pelo governo federal em maio por meio de uma Medida Provisória. Apesar da isenção do imposto de importação, continua valendo a cobrança do ICMS pelos estados, com alíquotas entre 17% e 20%.

A queda da taxa ainda depende da aprovação do Congresso Nacional. Como foi editada por Medida Provisória, ela tem validade de até 120 dias e perderá eficácia caso não seja votada até setembro. Enquanto importadores defendem a manutenção da isenção, entidades do varejo nacional pressionam pelo retorno da cobrança.

Além do debate no Legislativo, a questão também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) ajuizou uma ação para restabelecer o imposto de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares, alegando necessidade de preservar o equilíbrio competitivo entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras.

Independentemente da decisão do Congresso ou da Justiça, a tributação sobre esse tipo de encomenda deverá voltar em 2027 com a entrada em vigor da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criada pela reforma tributária. A alíquota ainda será definida pelo governo até o fim deste ano. Estimativa da consultoria Roit aponta que o percentual poderá ficar em 9,43%.

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