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Após caso João Beto, Carrefour decide contratar diretor negro

Empresa informa propor "transparência e inclusão", a fim de minimizar polêmicas

Pleno.News - 16/09/2021 18h40 | atualizado em 16/09/2021 18h44

Carrefour anunciou mudanças após polêmicas Foto: Reprodução

Depois que João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto por dois seguranças em um supermercado Carrefour de Porto Alegre, em novembro de 2020, a multinacional foi alvo de protestos em suas lojas e enfrentou repercussão negativa internacional e ação na Justiça. O episódio gerou uma enxurrada de acusações de racismo e discriminação. A fim de minimizá-las, a empresa acabou com a terceirização na segurança e contratou um diretor negro para conduzir mudanças internas.

Em junho, o Carrefour assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com os Ministérios Públicos Federal e Gaúcho e com as ONGs Educafro e Centro Santo Dias de Direitos Humanos para a “valorização da diversidade”.

Nos mercados, foi implementado o “Plano Antirracista”, que vai desde protocolos de segurança, canal de denúncias e treinamentos para dirigentes e trabalhadores sobre diversidade racial. Um dos líderes do processo é o baiano Claudionor Alves, negro de 55 anos, que fora contratado como diretor de Segurança Corporativa e Prevenção de Perdas e Riscos.

Além de um cargo de destaque para um profissional negro, a empresa decidiu internalizar a função de agente de prevenção. Hoje, as cem lojas do grupo chamadas “hiper” no país não têm mais funcionários terceirizados. Nas menores, a internalização alcançou 20% do total.

A segurança patrimonial, chamada de segurança externa ou vigilância, continua sendo feita por terceirizados – uma exigência legal, pois esse serviço tem de ser feito sob chancela da Polícia Federal. Foram contratados cerca de 600 funcionários em todo o Brasil, e a empresa enfatiza que 64% são negros. Outra meta do Carrefour é ter a metade feminina.

Outra providência que já foi adotada foi o uso de câmeras corporais no uniforme dos vigilantes. As câmeras ficam presas ao uniforme sem que o usuário possa desligá-la. Um projeto-piloto testa essas mudanças, já adotadas pela PM paulista, em quatro lojas de Porto Alegre.

– Nossa meta é adotá-las em todo o Brasil até o fim do ano – afirma Jérôme Mairet, diretor de Gestão de Riscos do Grupo Carrefour.

*Com informações da AE

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