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Após 20 dias preso, pastor Davi Passamani é solto pela Justiça

Judiciário entendeu que não havia motivos legais para manter a prisão preventiva

Paulo Moura - 24/04/2024 09h08 | atualizado em 24/04/2024 16h19

Pr. Davi Passamani Foto: Reprodução / YouTube / Casa Worship

A Justiça de Goiás concedeu, nesta terça-feira (23), um habeas corpus que tinha sido solicitado pela defesa do pastor Davi Passamani, suspeito de cometer crimes sexuais contra fiéis da igreja que comandava em Goiânia (GO). Com a decisão, o líder religioso foi solto após ficar 20 dias preso, mas terá que usar tornozeleira eletrônica, que ele já colocou.

A defesa do pastor informou que o Tribunal entendeu que não havia motivos legais para manter a prisão preventiva e, por isso, ela foi revogada. O advogado de Passamani, Luiz Inácio Medeiros Barbosa, disse também que foram estabelecidas outras medidas cautelares ao líder religioso, mas não há informações detalhadas sobre quais são elas.

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SOBRE O CASO
A prisão do pastor ocorreu no âmbito de um inquérito policial aberto em dezembro de 2023, após uma mulher contar ter recebido mensagens de teor sexual envolvendo fantasias eróticas, que teriam sido enviadas pelo pastor. Em março deste ano, a vítima conseguiu na Justiça que Passamani fosse condenado a lhe pagar uma indenização por danos morais de R$ 50 mil.

A defesa dele, por sua vez, afirmou que as informações presentes nesse inquérito eram “vazias, lacunosas e genéricas”. O pastor foi preso no dia 4 de abril momento em que chegava para participar de um louvor no bairro de Jardim Goiás, em Goiânia (GO).

Além do inquérito em questão, Passamani foi alvo de outra denúncia por importunação sexual, em março de 2020. Na ocasião, uma jovem relatou à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher de Goiânia que recebeu mensagens, áudio e até mesmo videochamada com teor sexual por parte do líder religioso. No mês seguinte, o processo acabou arquivado por “ausência de justa causa”.

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