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Abuso infantil na quarentena é problema subnotificado

Dia da Luta contra Abuso de Crianças e Adolescentes completa 20 anos

Camille Dornelles - 18/05/2020 11h07

Abuso e exploração de menores aumenta na quarentena, mas estima-se subnotificação Foto: Reprodução

Esta segunda-feira (18) é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e a campanha completa 20 anos. A data cai bem no meio da pandemia da Covid-19, que reúne relatos de violência doméstica e abusos contra crianças e adolescentes.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos registrou aumento nacional de 9% nas ligações para o Disque 180 do Disque Denúncia. No Rio de Janeiro, o total de notificações chegou a ser 50% maior em abril. Segundo a UNICEF, menores de idade correm mais riscos de sofrer abusos, abandono, exploração e violência ao terem que ficar trancados em casa com seus agressores.

SUBNOTIFICAÇÃO
O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, da ministra Damares Alves, divulgou um Balanço Disque 100, com dados de denúncias recebidas pelo canal. Ele aponta 17.093 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes só no ano de 2018. Em 2019, foram registradas 11 mil denúncias de violação sexual contra crianças de 0 a 3 anos.

Estima-se que estes números estejam abaixo do real por causa do problema da subnotificação.

A ministra Damares comentou sobre o problema da violência contra crianças e adolescentes durante a quarentena. Pelas redes sociais neste sábado (16), ela pediu que a população não se cale e denuncie.

– Com o isolamento social, muitas vítimas da violência doméstica, como crianças, mulheres, idosos e pessoas com deficiência, têm convivido por mais tempo com o agressor, dificultando a denúncia – explica.

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Não se cale!

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A psicopedagoga Sara Oliveira atua no combate à exploração infantil, como gerente na ONG Plan International Brasil, que visa o bem estar social de menores. Ela falou sobre um dos maiores problemas, que é a exploração sexual.

– Há uma linha tênue entre a exploração e o abuso. Muitas vezes, as pessoas pensam que há um lucro financeiro com a exploração sexual. Mas a troca pode ser por uma bala, uma boneca, um pacote de biscoito. A diferença do abuso para a exploração sexual é essa moeda de troca que nem sempre é o dinheiro. Precisamos desmistificar isso em relação à exploração sexual – declarou.

POPULAÇÃO PRECISA DIALOGAR MAIS
Como forma de conscientizar sobre os riscos da quarentena para esta população, a ONG Plan International Brasil fará uma série de lives sobre o problema. Confira a agenda abaixo.

18 de maio, segunda-feira, às 16 horas:
Live: O papel do setor privado no enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes. Com Sara Oliveira, da Plan International Brasil, e o Grupo Invepar.
Instagram: @institutoinvepar e @planbrasil

18 de maio, segunda-feira, às 18 horas:
Live: Proteção de crianças e adolescentes contra as violências sexuais. Live com Sara Oliveira, da Plan International Brasil, com o Instituto Viva a Vida.
Instagram: @planbrasil e @vivaavida

19 de maio, terça-feira, das 10 às 12 horas:
Live sobre o enfrentamento a exploração sexual em tempos de coronavírus. Na primeira hora da discussão, haverá a participação de Sara Oliveira, da Plan International Brasil.
Instagram: @planbrasil, @cedecaba e @fetipa_ba

20 de maio, quarta-feira, às 10h30:
Webinar com o Instituto Votorantim com a participação de Viviana Santiago, gerente de gênero e incidência política da Plan International Brasil.

20 de maio, quarta-feira, às 14 horas:
Live “Um crime entre nós: um olhar sobre a exploração sexual infantil”, com Sara Oliveira, da Plan International Brasil, e Luciana Temer, do Instituto Liberta, comentando sobre o filme Um Crime Entre Nós.
Instagram: @planbrasil, @institutoliberta

DENUNCIE
Para denunciar casos de abuso sexual contra menores basta ligar para o número 100
, acessar o aplicativo Direitos Humanos Brasil ou a ouvidoria do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

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