39º Fórum da Liberdade tem público recorde e presidenciáveis
Tema do evento este ano é "O Brasil tem jeito"
Pleno.News - 10/04/2026 13h51 | atualizado em 10/04/2026 13h59

O Fórum da Liberdade encerrou sua primeira parte nesta quinta-feira (9) com recorde de público. O Instituto de Estudos Empresariais (IEE), organizador do Fórum, confirmou o número de 7 mil inscritos, um recorde histórico nos 39 anos de existência do evento. Nesta sexta-feira (10), o evento prossegue a programação no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.
O painel dos presidenciáveis foi um dos momentos mais concorridos do Fórum, com plateia lotada. Conduzido pelo presidente do IEE, Tiago Carpenedo, o encontro reuniu o ex-ministro Aldo Rebelo, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado.
Um dos temas mais quentes do painel foi a segurança. Caiado reforçou que “não tem Estado Democrático de Direito sem segurança”. Ele garantiu que, se eleito, encaminharia a definição de grupo terrorista para facções criminosas.
– Tem que se combater com competência. Hoje, bandido não se cria em Goiás – declarou.
Em sua fala, Zema lembrou de El Salvador, país da América Central que reduziu drasticamente os homicídios.
– Em El Salvador, foi feito algo muito simples: manter bandido atrás das grades. Aqui, mata-se mais do que em todas as guerras. São 40 mil famílias traumatizadas todo ano, um custo social altíssimo e um custo previdenciário gigantesco – detalhou.
Rebelo, por sua vez, disse que a questão da segurança pública virou uma questão de segurança nacional.
– É preciso uma lei de exceção para o crime organizado – defendeu.
Última atração do dia, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, observou o auditório lotado e comentou sobre o avanço dos ideais liberais no país.
– A gente vinha aqui [no Fórum da Liberdade] e tinha 50, 100 pessoas. Depois já eram 500 pessoas. Agora, milhares. Hoje, no Brasil, somos milhões de liberais democratas – afirmou.
Segundo Guedes, o Brasil é vítima de um modelo econômico equivocado, e defende desregulamentações e o protagonismo da iniciativa privada para mudar esse cenário. A riqueza do país e sua população trabalhadora são ferramentas para tanto.
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